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Perda de olfato por covid

A perda completa ou parcial do olfato é muitas vezes um dos principais indícios da suspeita que o indivíduo está com covid, em sua forma branda e inespecífica. Esse distúrbio pode acontecer de maneira bem repentina.

Segundo a otorrino Dra. Marcella Campello, a perda do referido sentido pode ser explicada por 3 efeitos diferentes, sendo eles respectivamente:

  1. Efeitos na própria cavidade nasal, como obstrução nasal, secreção ou edema: Nestes casos a perda olfatória costuma se apresentar de maneira transitória, com duração de 8 a 12 dias. O tratamento adequado costuma ser mais rápido.
  • Perda olfatória neurossensorial por alteração nas células nervosas responsáveis pelo olfato: A lesão pode ser temporária (dura no máximo alguns meses) ou irreversível. O tratamento tende a ser mais prolongado e seu sucesso depende da adesão e disciplina do paciente.
  • Perda olfatória por lesão central: Alterações cerebrais, como encefalite, em decorrência da infecção por coronavírus podem ser responsáveis pela perda de olfato com tempo prolongado de evolução e chance razoável de irreversibilidade.

A perda olfatória, assim também como eventuais queixas nasais, que surgirem durante o processo de infecção pela covid precisa ser analisada por um otorrino, que fará exames detalhados em toda cavidade nasal, oral e ouvidos. Além disso, realizará testes objetivos de odores, que permitirá identificar e classificar a perda olfatória. Sem o teste, a avaliação e resposta ao tratamento se torna algo muito subjetivo gerando dificuldade na identificação do progresso, retrocesso ou estagnação.

“Existem várias opções para tratamento do olfato e quanto mais rápido, o paciente que apresentar o problema procurar seu otorrino, melhores serão as chances de recuperação desse sentido tão importante para nossa qualidade de vida. Acrescentou, a otorrino Dra. Lorena Pinheiro.

Os testes de olfato e os tratamentos para recuperação olfativa são realizados no Nooba- Núcleo de Otorrino da Bahia, pelas médicas otorrinos Dra. Marcella Campello e Dra. Lorena Pinheiro.

Por André Freire