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ENERGIA SOLAR: SUSTENTABILIDADE QUE PAUTA O FUTURO

Não podemos mais viver sem energia. Tudo que utilizamos hoje necessita dela. Para isso, o investimento em energias renováveis se tornou uma solução em potencial. Em 2020, foram mais gigawatts de capacidade de energia solar instalados do que qualquer outra tecnologia de geração energética. Uma informação bastante animadora, já que a energia solar fotovoltaica reduz gastos e valoriza questões relacionadas à sustentabilidade. 

Para entender como funciona, o processo de conversão da energia solar utiliza células fotovoltaicas, normalmente feitas de silício ou outro material semicondutor. Quando a luz solar incide sobre uma célula fotovoltaica, os elétrons do material semicondutor são postos em movimento, gerando assim eletricidade. Os módulos solares convertem diretamente a luz do sol em energia elétrica

Conhecida como uma fonte de energia sustentável e cada vez mais acessível, a energia solar pode ser uma resposta às demandas atuais sobre economia e cuidados com o meio ambiente.

“Com a maior crise hídrica do Brasil nos últimos 91 anos, se faz necessário um maior acionamento das usinas termelétricas (mais caras) para suprir uma queda de geração das usinas hidrelétricas, aumentando o custo da energia com a cobrança das bandeiras tarifárias, o que já elevou de 7% a 7,5% só em 2021 e fez a ANEEL projetar mais 5% para 2022”, diz Thalis Xavier, diretor da empresa Geosolaes. Ele afirma que, junto com a crise, relacionada diretamente com efeitos climáticos, se escancara mais uma vez a necessidade de se implantar outras fontes de geração de energia.

Com linhas de financiamento e cooperativas de crédito, existem projeções que mostram que investir em energia solar supera qualquer outro investimento em aplicações financeiras, além de não emitir poluentes e não causar grandes impactos ao meio ambiente.

Entre as vantagens da implantação da energia solar, estão:

  • a redução de até 95% na conta de luz; 
  • a queda nos preços dos equipamentos nos últimos anos; 
  • alta durabilidade dos equipamentos com garantia de eficiência superior a 25 anos; 
  • rápida implementação; 
  • maior independência da concessionária de energia; 
  • valorização do imóvel; 
  • possibilidade de financiamento com parcelas fixas, com valor menor que o economizado na conta de luz, que sofrem aumentos constantes; 
  • carência de até 120 dias para começar a pagar; 
  • e prazos de até 84 meses. 

Isso explica os quase 120.000 novos consumidores que optaram por gerar sua própria energia no Brasil entre janeiro e junho de 2021.

O alerta do setor elétrico e do meio ambiente está ligado. “A cor no passado, que poderia ser amarela, de atenção, hoje se encontra vermelha, como a bandeira tarifária, que deve assim permanecer até o final do ano, quando se inicia o próximo período de chuvas, a energia solar, é a melhor opção para que tanto o meio ambiente quanto o bolso dos consumidores, voltem a ficarem verdes”, explica Thalis.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), o Brasil está em 16º no ranking de capacidade instalada global. Conforme projeção da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), até 2050 o Brasil terá 32% da sua matriz energética da fonte solar fotovoltaica, sendo que 15% do total será da geração nos telhados das casas, comércios, setor agro e indústrias.