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ANSIEDADE: APRENDA A IDENTIFICAR OS SINAIS

Cerca de 264 milhões de pessoas sofrem de algum transtorno de ansiedade ao redor do mundo.  Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ansiedade é uma das questões que mais prejudica a qualidade de vida das pessoas nos tempos atuais.  Mas, cá entre nós, ter um pouco de ansiedade no dia a dia é normal, certo? Por exemplo, em situações importantes, novas ou inesperadas, como antes de uma prova ou de uma reunião, é perfeitamente normal sentir um pouquinho de ansiedade.

Mas você sabe como identificar se está enfrentando uma crise de ansiedade?  “Primeiro é importante entender como o problema acontece.  Uma das funções do nosso cérebro é nos alertar em situações adversas e desconhecidas, este processo resulta na chamada “descarga de adrenalina”, explica a psicoterapeuta Eliziane Rosa. 

Entretanto, nem sempre é fácil discernir se o que se sente é uma ansiedade cotidiana ou algo mais preocupante.  “Muitas pessoas, em meio a uma crise de ansiedade, pensam que estão tendo um ataque cardíaco ou até mesmo um AVC”, comenta Eliziane.

O primeiro passo é entender qual é diferença da ansiedade cotidiana e do transtorno de ansiedade. “No caso da ansiedade patológica, essas reações acontecem em excesso, prejudicando a saúde mental e física e prejudicando as atividades cotidianas”, explica a terapeuta.

Confira 4 fatores principais que podem desencadear um transtorno de ansiedade:

  • Genética: parentes de primeiro grau com o transtorno aumenta as chances de desenvolver a doença; 
  • Fatores ambientais: trabalho muito estressante, rotina de vida agitada;
  • Sexo e gênero: mulheres tem duas vezes mais chances de desenvolver um transtorno de ansiedade;
  • Trauma: um evento de alto impacto emocional como, por exemplo, abusos, são fatores de risco para transtornos de ansiedade.

Embora haja diversos tipos de transtornos de ansiedade, é possível perceber um padrão de sintomas físicos.  Os mais comuns são: respiração ofegante e falta de ar, palpitações e dores no peito, sensação de tremor e vontade de roer as unhas, agitação de pernas e braços, tensão muscular, tontura e sensação de desmaio, braço dormente e suor frio.

Entre os sintomas emocionais podemos identificar como padrão a irritabilidade, insônia, preocupação excessiva, dificuldade de concentração, nervosismo, medo constante, sensação de que vai perder o controle ou que algo ruim vai acontecer e desequilíbrio dos pensamentos.

“O ideal é sempre ficar atento à intensidade e frequência que esses sintomas aparecem. Se a ansiedade paralisa e impede a pessoa de fazer algo, ela já não pode ser considerada normal.  É um processo que necessita de acompanhamento terapêutico e, a depender da gravidade, até psiquiátrico.  Por isso, é fundamental cuidar da saúde mental para ter mais qualidade de vida”, conclui Eliziane Rosa.